Em resumo
O auxílio-acidente corresponde a 50% do salário de benefício, que é a média das suas contribuições ao INSS. Não existe valor fixo: cada pessoa recebe um valor diferente, conforme o histórico de contribuições. Em 2026, o máximo fica em torno de R$ 4.237,78, e o benefício pode legalmente ficar abaixo do salário mínimo.
Quanto é o auxílio-acidente
A regra é uma só: metade do salário de benefício. Se o seu salário de benefício for de R$ 3.000, o auxílio-acidente será de R$ 1.500. Se for de R$ 1.800, o benefício será de R$ 900.
A dúvida costuma não estar no percentual, e sim no que significa “salário de benefício”.
O que é o salário de benefício
O salário de benefício é a média dos valores sobre os quais você contribuiu para o INSS ao longo da vida de trabalho, corrigidos monetariamente. Não é o seu último salário, nem o maior que você já teve, nem o da época do acidente.
Isso explica por que duas pessoas com a mesma sequela recebem valores diferentes. Quem trabalhou muitos anos com carteira assinada e salários maiores tem média mais alta. Quem teve períodos de contribuição baixa ou intercalada tem média menor.
Exemplos de valor
Os valores abaixo consideram a média já apurada e servem para dar ordem de grandeza:
| Salário de benefício (média) | Auxílio-acidente (50%) |
|---|---|
| R$ 1.621,00 (salário mínimo de 2026) | R$ 810,50 |
| R$ 2.000,00 | R$ 1.000,00 |
| R$ 3.000,00 | R$ 1.500,00 |
| R$ 5.000,00 | R$ 2.500,00 |
| R$ 8.475,55 (teto do INSS em 2026) | R$ 4.237,78 |
Existe valor máximo?
Na prática, sim: como o salário de benefício não pode ultrapassar o teto do INSS, o auxílio-acidente fica limitado à metade desse teto. Em 2026, com teto de R$ 8.475,55, o benefício chega no máximo a cerca de R$ 4.237,78.
Pode ficar abaixo do salário mínimo?
Pode, e essa é a parte que mais surpreende. A garantia de que nenhum benefício do INSS fica abaixo do salário mínimo vale para os benefícios que substituem a renda do trabalhador — aposentadoria, pensão, auxílio-doença.
O auxílio-acidente não substitui renda nenhuma. Ele é uma indenização mensal paga a quem continua trabalhando e recebendo salário. Por isso não está sujeito ao piso. Quem tem média baixa pode receber algumas centenas de reais por mês, somadas ao salário.
O valor muda conforme a gravidade da sequela?
Não. Este é o ponto que mais gera confusão. O percentual é sempre 50%, independentemente de a sequela ser leve ou grave. A gravidade influencia o reconhecimento do direito — não o tamanho do benefício.
Quem tem uma limitação severa e quem tem uma limitação discreta, com o mesmo histórico de contribuições, recebem exatamente o mesmo valor.
O benefício é reajustado?
Sim. O auxílio-acidente é reajustado anualmente, como os demais benefícios do INSS, e dá direito ao abono anual — o décimo terceiro pago pela Previdência.
Perguntas frequentes
Recebo o auxílio-acidente junto com o salário?
Sim. O benefício foi criado exatamente para quem voltou a trabalhar com limitação permanente. Salário e benefício são pagos ao mesmo tempo, por fontes diferentes.
Vou receber valores atrasados?
É possível receber as parcelas dos últimos cinco anos anteriores ao pedido. O que for mais antigo prescreve, e cada mês de espera reduz esse montante.
O valor aumenta se eu piorar?
Não. O percentual é fixo. Um agravamento pode mudar o enquadramento do caso para outro benefício, mas não eleva o auxílio-acidente.
O benefício acaba quando eu me aposentar?
Sim. O pagamento vai até a véspera do início da aposentadoria.
Quero saber quanto seria no meu caso